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Prefeitura de Caarapó aditiva contrato com agência de publicidade em quase R$ 590 mil
CaarapoNews/CaarapoNews
A Prefeitura de Caarapó firmou termo aditivo ao contrato com a agência Comuniart Comunicação & Marketing Ltda – EPP, com sede em Dourados (MS), aumentando o valor do contrato para R$ 589.893,75. O reajuste representa um acréscimo de 4,87% sobre o valor original.
O aditivo também prorroga a vigência do contrato por 12 meses, com validade de 21 de agosto de 2025 até 21 de agosto de 2026, atendendo a um pedido do Gabinete da Prefeita e do Departamento de Marketing e Comunicação Digital, conforme o Memorando nº 167/2025.
O contrato, conforme publicação, tem como objeto a prestação de serviços contínuos nas áreas de publicidade e propaganda, envolvendo estudo, planejamento, criação, execução e distribuição de campanhas institucionais da administração pública municipal.
Segundo o termo publicado no Diário Oficial da Assomasul (edição nº 3915, de 29 de agosto de 2025), as demais cláusulas do contrato original permanecem inalteradas.
Uso indevido - Especialistas em gestão pública e transparência alertam: o uso da publicidade oficial deve ser pautado pelo interesse público, e não pela promoção política.
Hoje, o que temos visto na atual gestão é o uso recorrente de verbas de publicidade institucional para alimentar sites recém-criados, sem relevância, visibilidade ou reconhecimento pela população local.
Muitos desses veículos são gerenciados por pessoas que integraram a linha de frente da campanha eleitoral da prefeita Maria de Lurdes Portugal (PL) e até fizeram parte de sua equipe de transição'. Esses 'portais', longe de prestarem um serviço de informação imparcial à comunidade, têm funcionado como instrumentos de promoção pessoal da atual mandatária e de ataques pessoais sistemáticos a vozes críticas da sua administração.
Especialistas em gestão pública e transparência alertam: 'o uso da publicidade oficial deve ser pautado pelo interesse público, e não pela manutenção de alianças políticas ou proteção de imagem pessoal.' A escolha de manter quase R$ 600 mil em um contrato desse tipo exige mais do que respaldo jurídico — exige responsabilidade ética, compromisso com a democracia e respeito às reais prioridades da população.