Crise na base: prefeita perde força e Câmara de Caarapó articula projetos polêmicos

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Dois Projetos de Lei polêmicos começaram a movimentar os bastidores da Câmara Municipal de Caarapó.

O primeiro expõe a perda de força política da prefeita Maria de Lurdes (PL) dentro do Legislativo. Se antes a gestora contava com uma base sólida, agora enfrenta sinais de motim. Recentemente, vereadores devolveram sem tramitar um projeto de autoria do Executivo que previa avaliação anual de servidores concursados. Pela proposta, quem não atingisse no mínimo 70 pontos poderia ser demitido.

A medida veio na esteira de outro desgaste político: a tentativa da prefeita de aprovar um repasse irregular de R$ 800 mil ao Sindicato Rural, por meio de um projeto considerado inconstitucional e repleto de vícios.

Outro ponto de tensão envolve um contrato de R$ 5,7 milhões, firmado via ata de registro de preços – sem licitação direta – com uma empresa investigada pela Justiça. Diante disso, a Câmara aprovou por unanimidade um requerimento solicitando informações detalhadas sobre a contratação.

Paralelamente, ganha corpo entre os vereadores um projeto que pretende obrigar secretários municipais e o procurador jurídico a residirem em Caarapó. Atualmente, pelo menos quatro ocupantes do primeiro escalão – responsáveis pelas pastas de Finanças, Educação, Planejamento e pela Procuradoria – vivem em Dourados, todos remanescentes da gestão do ex-prefeito Alan Guedes. Outros três nomes em cargos de coordenação e direção também seriam de fora. Fontes ouvidas pelo Caarapó News garantem que ao menos quatro vereadores já estariam dispostos a protocolar a proposta, número suficiente para dar início à tramitação, com outros dois parlamentares comprometidos em apoiá-la.