MS tem 20% das lavouras de soja em condição abaixo do esperado

Chuvas irregulares e variação térmica reduziram o desempenho das áreas na região sul

Gustavo Bonotto / Campo Grande News


Planio inicial da soja em Mato Grosso do Sul. (Foto: Arquivo/Aprosoja)

Mato Grosso do Sul registra aumento nas áreas com desempenho abaixo do esperado nas lavouras de soja, segundo boletim da Aprosoja e Famasul. O levantamento indica que 19,8% das plantações estão em condição regular, principalmente devido a chuvas irregulares e oscilações de temperatura na região sul do estado.

A situação é mais crítica em municípios como Dourados, Caarapó e Fátima do Sul, onde o solo respondeu de forma desigual ao volume de chuvas. Em contrapartida, as regiões norte e centro do estado mantêm mais de 90% das áreas classificadas como boas, demonstrando menor impacto das instabilidades climáticas.

A atualização mostrou que 19,8% das lavouras ficaram em condição regular porque a região sul enfrentou chuvas irregulares e oscilações de temperatura durante o período. A análise apontou que esses fatores prejudicaram o desenvolvimento das plantas e interromperam o ritmo ideal do ciclo.

O relatório classificou 80,1% das lavouras do sul como boas, pois parte ampla das áreas manteve estrutura satisfatória e avançou dentro do padrão previsto, o que confirmou desempenho acima da média observada nas áreas mais afetadas.

A concentração de condições regulares ocorreu principalmente em municípios como Dourados, Caarapó e Fátima do Sul, que sentiram com maior intensidade as oscilações do clima. O solo respondeu de forma desigual ao volume de chuva, e a irregularidade da distribuição reforçou a restrição no crescimento das plantas.

As informações técnicas mostraram que a variação de temperatura pressionou as lavouras, porque o aumento do calor reduziu a umidade disponível e dificultou a adaptação das plantas em fase inicial. A falta de chuvas contínuas também agravou a situação, já que a região depende de regularidade para a manutenção do ciclo. Essa combinação impediu melhora imediata no desempenho e ampliou a diferença entre o sul e outras regiões do Estado.

O boletim destacou que norte e centro permaneceram com mais de 90% das áreas classificadas como boas, porque não enfrentaram o mesmo nível de instabilidade climática registrado no sul. Essa diferença evidenciou que a região mais afetada iniciou a safra com maior vulnerabilidade e exigiu monitoramento ampliado das equipes. Os dados reforçaram a necessidade de acompanhamento técnico constante para evitar queda maior no desempenho ao longo das próximas semanas.

A análise final indicou que a recuperação das áreas depende da retomada das chuvas e da estabilização das temperaturas, pois essa combinação favorece o avanço do ciclo e reduz o risco de impacto prolongado. O relatório também lembrou que a região sul representa parcela significativa da produção estadual e precisa de condições climáticas mais uniformes para alcançar o potencial estimado.