Cidades
Primeiro caso de raiva animal em 2026 mobiliza alerta sanitário no norte de MS
Dourados Agora/Flávio Verão
A Iagro confirmou nesta sexta-feira (30) o primeiro caso de raiva animal registrado em 2026 em Mato Grosso do Sul. A ocorrência foi identificada na região entre os municípios de Rio Verde de Mato Grosso e Coxim, no norte do Estado, o que levou o governo estadual a emitir alerta sanitário e intensificar orientações aos produtores rurais da área.
De acordo com a agência, os proprietários localizados na região de foco foram comunicados diretamente por meio do sistema de inteligência da Iagro. As notificações trazem instruções detalhadas sobre medidas imediatas, como reforço da vacinação e atenção redobrada a sinais clínicos da doença, considerada grave e com alto risco de disseminação.
Entre os principais sintomas que exigem atenção estão isolamento do animal, perda de apetite, dificuldade de locomoção, andar cambaleante, alterações neurológicas e morte em curto período. A recomendação é evitar qualquer contato direto com animais suspeitos e comunicar imediatamente a Iagro para adoção das providências sanitárias.
A fiscal estadual agropecuária Lorrana Reis Vieira alertou que atitudes inadequadas podem agravar o cenário. Segundo ela, produtores não devem tentar eliminar abrigos de morcegos por conta própria. “Esse tipo de ação deve ser feito apenas por equipes especializadas, acionadas pela Iagro, garantindo segurança e eficácia no controle', orientou.
A transmissão da raiva ocorre, principalmente, por meio de morcegos hematófagos, que se alimentam de sangue e podem infectar os animais durante a mordida. Por isso, o monitoramento e o controle desses abrigos são realizados exclusivamente por técnicos capacitados.
As medidas preventivas incluem vacinação anual com reforço em bovinos, equinos, ovinos e caprinos, além do acompanhamento constante de possíveis focos de morcegos. A Iagro reforça que a comunicação de casos suspeitos não gera multa, interdição da propriedade ou custos ao produtor.
O atendimento da agência é gratuito e envolve orientação técnica, acompanhamento sanitário e ações de controle. A recomendação final é que os produtores consultem o Painel da Raiva e comuniquem qualquer suspeita o mais rápido possível, evitando a propagação da doença no Estado.