Policial
Detetive condenado por mandar matar a esposa morre na PED
DouradosNews / Cristina Nunes
Givaldo Ferreira Santos, de 67 anos, condenado a 24 anos de prisão por ser o mandante do assassinato da esposa, Zuleide Lourdes Teles da Rocha, morreu na terça-feira (23), após sofrer um infarto. Ele cumpria pena na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) pelo crime ocorrido em junho de 2021.
Givaldo estava preso desde a conclusão das investigações que apontaram sua participação direta no planejamento e execução do homicídio que chocou a população douradense.
O caso ganhou grande repercussão após a descoberta de que a morte de Zuleide, de 57 anos, inicialmente tratada como possível latrocínio, na verdade havia sido cuidadosamente planejada pelo próprio marido.
A vítima, que também era detetive, foi atraída para uma emboscada sob o pretexto de uma proposta de trabalho e levada para uma área de mata nas proximidades da rua Criciúma, no Bairro Vival dos Ipês, onde foi executada com um tiro na cabeça em 19 de junho de 2021.
As investigações conduzidas pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil revelaram que o crime foi arquitetado durante meses. Conforme apurado, o relacionamento conturbado do casal e questões patrimoniais teriam motivado o assassinato.
Durante o processo, Givaldo confessou ter contratado terceiros para executar o crime. O autor do disparo, José Olímpio de Melo Júnior, foi condenado a 19 anos e três meses de prisão. Já Sueli da Silva, ‘mãe de santo’ e orientadora espiritual do detetive, apontada como responsável por auxiliar na atração da vítima para o local da emboscada, recebeu pena de 20 anos de reclusão.
A Justiça concluiu que o homicídio foi premeditado e praticado mediante recurso que impossibilitou qualquer chance de defesa da vítima.
Com a morte de Givaldo, fica encerrada a execução penal em relação ao condenado, conforme prevê a legislação brasileira. O caso, entretanto, permanece como um dos crimes de maior repercussão registrados em Dourados nos últimos anos.