Dourados
Justiça condena dupla por morte de padre em Dourados
Dourados Agora/Flávio Verão
Quase nove meses após a morte do padre Alexsandro da Silva Lima, a Justiça de Mato Grosso do Sul julgou os envolvidos no caso ocorrido em Dourados. Leanderson Oliveira Júnior foi condenado a 22 anos de prisão em regime fechado, enquanto João Victor Martins Vieira recebeu pena de quatro anos, inicialmente em regime aberto.
A sentença é do juiz Marcelo da Silva Cassavara, titular da 2ª Vara Criminal de Dourados. Leanderson foi responsabilizado por latrocínio, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescentes. João Victor respondeu por furto qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescentes.
Segundo a decisão, as provas apresentadas apontaram que o crime teve como objetivo o roubo de bens e do veículo utilizado pelo padre. Um Jeep Renegade da Mitra Diocesana de Dourados foi levado do imóvel após a morte da vítima.
O processo também apontou que, no dia posterior ao crime, Leanderson voltou à residência oficial da Igreja Católica com João Victor e duas adolescentes. Na ocasião, teriam sido retirados objetos do local, realizada a limpeza da casa e transportado o corpo para uma área de mata no Distrito Industrial.
Parte dos utensílios levados do imóvel foi localizada posteriormente na residência de João Victor, conforme consta na sentença.
Para o magistrado, conversas encontradas no telefone de Leanderson reforçaram que havia intenção prévia de roubar e matar. A versão apresentada pelo condenado, de que teria reagido a uma suposta tentativa de abuso sexual, foi descartada por não encontrar amparo nas demais provas do processo.
O juiz também não acolheu a alegação de João Victor de que agiu por medo. Na avaliação da Justiça, ele poderia ter deixado o grupo ou procurado a polícia, mas permaneceu envolvido nas ações posteriores ao crime.
Padre Alexsandro, responsável pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Douradina, foi encontrado morto em 15 de novembro de 2025, em uma área próxima ao Distrito Industrial de Dourados. João Victor teve alvará de soltura expedido após a sentença.