Baixas temperaturas retardam colheita do milho, mas reduzem pragas em MS

Com apenas 2% da área colhida, ritmo é mais lento que nos últimos 5 anos, aponta a Conab

Geniffer Valeriano / Campo Grande News


Área cultivada com milho em Mato Grosso do Sul (Foto: Arquivo/Aprosoja-MS)

A colheita do milho segunda safra em Mato Grosso do Sul registra atraso devido à passagem de uma frente fria, com apenas 2% da área total plantada colhida até o momento, conforme informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O índice está abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 2,7%. O cenário de lentidão na colheita é observado em todo o país, com estados como Mato Grosso, Paraná, Goiás, Minas Gerais e São Paulo apresentando ritmo reduzido. Apesar dos atrasos, as baixas temperaturas trouxeram benefícios ao diminuir a população de insetos que poderiam prejudicar as plantações.

O atraso na colheita é observado em todo o país e, em alguns estados, já há registro de perdas naturais de grãos. O atual cenário tem aumentado o tempo de espera para que o cereal atinja o teor de umidade ideal para a colheita.

Em Mato Grosso do Sul, apesar de não haver danos às lavouras, a frente fria provocou a desaceleração do trabalho no campo. A média dos últimos cinco anos para o período é de 2,7% da área colhida, número superior aos 2% registrados neste ano.

Por outro lado, as baixas temperaturas também trouxeram benefícios aos produtores. Segundo a Conab, o frio ajudou a reduzir a população de insetos que poderiam comprometer a cultura.

O boletim Progresso de Safra, divulgado pela companhia, mostra que o país colheu até agora apenas 3,9% da área semeada com milho 2ª safra, percentual abaixo da média registrada nos últimos cinco anos.

Além de Mato Grosso do Sul, estados como Mato Grosso, Paraná, Goiás, Minas Gerais e São Paulo também apresentam colheita em ritmo lento. Em contrapartida, o clima mais frio tem favorecido as lavouras de trigo, especialmente no Paraná e no Rio Grande do Sul.