Estado
Mato Grosso do Sul ganha 20 mil trabalhadores empregados e reduz informalidade
Dourados Agora/Da redação
Mato Grosso do Sul registrou avanço do emprego formal e redução da informalidade no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo IBGE, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), mostram crescimento no número de trabalhadores empregados e aumento das contratações com carteira assinada.
O contingente de pessoas ocupadas na condição de empregados passou de 1,027 milhão para 1,047 milhão entre os dois últimos trimestres analisados. O aumento foi de aproximadamente 20 mil trabalhadores.
Do total registrado no segundo trimestre, 733 mil pessoas trabalhavam no setor privado, 233 mil estavam no setor público e outras 82 mil exerciam trabalho doméstico.
Os números também mostram avanço do emprego com carteira assinada. Entre os trabalhadores da iniciativa privada, o contingente com registro formal passou de 583 mil para 594 mil pessoas, crescimento de 1,9%. Na prática, foram cerca de 11 mil trabalhadores a mais com carteira assinada.
No caminho inverso, o número de empregados do setor privado sem carteira caiu de 143 mil para 139 mil, uma redução de aproximadamente 4 mil trabalhadores, ou 2,8%.
Outro destaque do levantamento foi a redução da informalidade. Mato Grosso do Sul encerrou o segundo trimestre de 2026 com taxa de 29,2%, a terceira menor entre as unidades da Federação.
O índice sul-mato-grossense ficou atrás apenas de Santa Catarina, que apresentou taxa de informalidade de 25,4%, e do Distrito Federal, com 28,7%.
Ao todo, 422 mil pessoas estavam em situação de informalidade no Estado, contra 425 mil no trimestre anterior, redução de aproximadamente 3 mil trabalhadores.
Entre os trabalhadores por conta própria sem CNPJ, o contingente recuou de 206 mil para 203 mil pessoas. A diminuição dos empregados do setor privado sem carteira assinada também contribuiu para a queda da informalidade.
Por outro lado, algumas categorias apresentaram crescimento. O número de empregadores sem CNPJ passou de 13 mil para 16 mil pessoas, enquanto o contingente de trabalhadores familiares auxiliares aumentou de 9 mil para 10 mil.
Os indicadores do IBGE apontam, portanto, uma combinação de crescimento do número de empregados, expansão dos vínculos com carteira assinada e redução da participação do trabalho informal no mercado sul-mato-grossense durante o segundo trimestre.