MS é rota estratégica do contrabando com prejuízo de R$ 377,5 milhões ao governo

Foram 6.731 processos abertos e 4.884 contribuintes autuados entre 2023 e 2025, conforme nova plataforma

Gabriela Couto / Campo Grande News


Apreensão de cigarros contrabandeados (Foto: Arquivo/Divulgação)

Painel da Receita Federal expõe ranking de contrabandistas e prejuízos ao país. Dados de 2023 a 2025 revelam mais de 58 mil processos e R$ 2,33 bilhões em perdas. Cigarros, celulares e eletrônicos lideram apreensões nacionais. Mato Grosso do Sul figura entre os estados com maior volume de contrabando, registrando R$ 377,5 milhões em prejuízos. A localização estratégica na fronteira com Paraguai e Bolívia facilita a entrada ilegal de mercadorias. Cigarros representam o maior valor apreendido (R$ 134,8 milhões), seguidos por celulares, óculos, eletrônicos e vestuário.

Mato Grosso do Sul está entre os estados com os maiores valores movimentados em contrabando. Segundo o levantamento, foram 6.731 processos abertos e 4.884 contribuintes autuados no período, totalizando R$ 377,5 milhões em prejuízos fiscais. O estado é uma das principais rotas do contrabando no Brasil, devido à extensa faixa de fronteira com o Paraguai e a Bolívia.

Os cigarros lideram a lista dos produtos mais contrabandeados em MS, com R$ 134,8 milhões em representações. Em seguida, aparecem telefones celulares (R$ 53,2 milhões), óculos (R$ 29,5 milhões), produtos eletrônicos (R$ 21 milhões) e vestuário (R$ 15,6 milhões). Também foram registrados altos valores em itens como relógios, perfumes, pneus, agrotóxicos, medicamentos e brinquedos. Confira os dados detalhados abaixo.

O painel mostra que, no total, mais de 58 mil processos foram registrados no Brasil e mais de 37 mil contribuintes foram autuados, com prejuízo superior a R$ 2,33 bilhões. Os cigarros aparecem como o item mais apreendido nacionalmente, seguidos por telefones celulares e produtos eletrônicos.

A Receita destaca que os dados dizem respeito apenas a casos em que há indícios suficientes de crime e que foram encaminhados ao Ministério Público. A plataforma será atualizada mensalmente e pode ser consultada por qualquer pessoa no site oficial do órgão.