“Rompendo Silêncios” chega em Dourados nesta sexta-feira (17), espetáculo será apresentado gratuitamente na UFGD

Pela primeira vez obra será apresentada na fronteira, além de Dourados, no sábado(18) será a vez de Ponta Porã receber a apresentação

Divulgação


Divulgação

O Núcleo de Artes Cênicas da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) receberá nesta sexta-feira, dia 17, às 20h, o espetáculo “Rompendo Silêncios”, da Ginga Cia de Dança. O evento é gratuito e os interessados devem chegar com 30 minutos de antecedência, pois o espaço tem a lotação máxima de 100 pessoas.

A circulação da obra na região de fronteira integra projeto de mesmo nome, sendo possível graças ao recurso da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, através do Ministério da Cultura (Minc), operacionalizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundação de Cultura de MS.

Sábado, dia 18, será a vez de Ponta Porã receber a apresentação, programada para 19h, no auditório do Centro Internacional de Convenções. Com parceria da Prefeitura Municipal de Ponta Porã, o público interessado também precisa chegar com 30 minutos de antecedência para garantir ingresso, por lá a lotação máxima é de 380 pessoas.

A iniciativa une arte, reflexão social e formação de público, pois além de apresentação artística, as cidades receberão ações formativas, com oficinas gratuitas de dança contemporânea, bem como e momentos de diálogo com o público, com bate-papos após cada sessão.

O projeto levanta reflexões sobre a problemática que é a violência contra as mulheres. Para a psicóloga social Márcia Paulino, que é parceira da Ginga Cia de Dança por ter participado do processo de criação e levantamento de dados do espetáculo, como espectadora, assistir às apresentações possibilita a vivência de experiências intensas e diversas.

“Os sentimentos são de incômodo e desconforto, pois são escancaradas práticas explícitas de violência física e sexual, assim como as violências mais sutis, como o ciclo da violência, o controle dos corpos das mulheres e a violência psicológica. Sentimentos de empatia, identificação e conexão com as vítimas também aparece, pois toda mulher, em algum momento de sua vida, vivenciou algo parecido. Ao mesmo tempo, pude sentir a força e a resistência das mulheres, assim como a esperança que nos move, por um mundo melhor e sem violência para as mulheres”, conta.

Conforme explica Chico Neller, diretor e coreógrafo da Cia, levar o trabalho para o interior é uma decisão política e artística, “a gente entende que não faz sentido concentrar esse tipo de produção só nos grandes centros. Quando chegamos nessas cidades, especialmente em regiões de fronteira, não estamos só apresentando um espetáculo, estamos nos colocando em contextos em que essas questões são muito presentes”,

Sobre o Espetáculo
“Rompendo Silêncios” é uma obra de dança contemporânea que investiga as estruturas invisíveis que atravessam as relações humanas, tensionando narrativas cristalizadas sobre poder, gênero e identidade. Inspirado no trabalho Silêncio Branco (2022), a obra já soma mais de 5.500 pessoas como público e amplia o debate sobre a violência para além de suas formas mais evidentes, propondo um olhar sensível sobre os silenciamentos que se instauram no cotidiano.

Em cena, os corpos transitam entre opostos e zonas de incerteza, rompendo com a lógica fixa de vítima e opressor e abrindo espaço para outras possibilidades de existência. A criação propõe uma experiência imersiva e provocadora, onde o movimento se torna uma linguagem de resistência, reflexão e transformação.

Entre o que é dito e o que permanece oculto, “Rompendo Silêncios” convida o público a atravessar camadas de sentido e imaginar novos modos de relação e convivência.

Sobre a oficina “Corpo (In) submissos”
O Projeto “Rompendo Silêncios” leva para as três cidades (Dourados, Ponta Porã e Campo Grande), além do espetáculo, uma vivência profunda. Partindo da dualidade entre submissão e insurgência, a prática investiga como o corpo absorve, reage e ressignifica experiências de opressão em silenciamento.

Aberta a artistas da dança, estudantes e ao público em geral, a atividade convida jovens a partir de 16 anos e adultos a uma vivência crítica e poética, onde o corpo se torna voz e a dança se manifesta como ato político.

As vagas são limitadas e podem ser feitas nos respectivos links:

Dourados: https://forms.gle/og5UGyih9XN23JiQA
Ponta Porã: https://forms.gle/sb8yVvD4UjR3pJ1BA

Sobre a Ginga Cia de Dança
Completando 40 anos de história em 2026, a Ginga Cia de Dança está consolidada como um dos principais grupos de dança contemporânea de Mato Grosso do Sul. Ao longo de quatro décadas, a Ginga se destaca pela criação de obras que unem pesquisa estética, engajamento social e formação de público, ampliando o alcance da dança no estado e no país.

PROGRAMAÇÃO

???? Dourados (MS)

8OFICINA*
???? Data: 17 de abril
⏰ Horário: 09h às 11h
???? Local: Sala de Preparação Corporal Do Núcleo de Artes Cênicas – UFGD (Dourados/MS)
???? Vagas: 20 participantes (jovens e adultos a partir de 16 anos) no Link: https://forms.gle/og5UGyih9XN23JiQA

ESPETÁCULO
???? 17 de abril (sexta-feira)
⏰ 20h
???? Caixa Cênica do Núcleo de Artes Cênicas da UFGD
???? Entrada gratuita (retirada de ingressos 30 minutos antes)


???? Ponta Porã (MS)

OFICINA
???? Data: 18 de abril
⏰ Horário: 09h às 11h
???? Local: Sala de Dança – Rua General Osório nº 2150 (antiga estação ferroviária) Ponta Porã - MS
???? Vagas: 20 participantes (jovens e adultos a partir de 16 anos) no Link: https://forms.gle/sb8yVvD4UjR3pJ1BA

ESPETÁCULO
???? 18 de abril (sábado)
⏰ 19h
???? Auditório do Centro Internacional de Convenções de Ponta Porã
???? Entrada gratuita (retirada de ingressos 30 minutos antes)