Policial
Neno Razuk chega a presídio de Campo Grande e vai dividir cela
Dourados Agora/Flávio Verão
O ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, já está custodiado no Centro de Triagem Anísio Lima, localizado no Complexo Penal do Jardim Noroeste, em Campo Grande. Preso na Bolívia no último domingo (2), ele chegou à Capital sul-mato-grossense no fim da tarde desta segunda-feira (3) e foi encaminhado diretamente para a unidade prisional.
No presídio, Neno ficará na mesma cela do advogado Rhiad Abdulahad, também réu na Operação Successione e apontado como seu primo por consideração. Diferentemente de outros presos de grande repercussão, o ex-parlamentar não foi encaminhado para a chamada 'cela 17', conhecida por abrigar autoridades e detentos de maior notoriedade.
A transferência foi realizada sob escolta do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Antes de chegar a Campo Grande, Neno passou por exame de corpo de delito no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), em Corumbá, após ser entregue pelas autoridades bolivianas à Polícia Federal na região de fronteira.
Ao chegar ao Centro de Triagem, o ex-deputado cumprimentou servidores da unidade e agradeceu aos agentes responsáveis pela escolta antes de ingressar no presídio.
Na tarde desta segunda-feira, o advogado Ricardo Souza Pereira esteve no Complexo Penal para tentar conversar com o cliente, mas o ex-deputado ainda não havia chegado. Segundo a defesa, os procedimentos administrativos transcorreram sem intercorrências e o atendimento jurídico deverá ser retomado nesta terça-feira (4).
Em nota, os advogados de Neno Razuk afirmaram que ele entrou na Bolívia em 1º de julho, antes da expedição do mandado de prisão, e tomou conhecimento da ordem judicial somente por meio da imprensa.
A defesa argumenta que o ex-deputado aguardava o julgamento de recursos na Justiça Eleitoral contra a perda do mandato e que, após o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) rejeitar os pedidos e ser negada uma liminar em habeas corpus, decidiu se apresentar espontaneamente às autoridades.
Segundo os advogados, a intenção de cumprir voluntariamente o mandado já havia sido comunicada à Justiça. No entanto, antes de retornar ao Brasil, Neno foi abordado por policiais bolivianos e entregue à Polícia Federal durante a madrugada de segunda-feira, na fronteira entre os dois países.