Homem é preso suspeito de envolvimento em desaparecimento de bebê

Polícia suspeita que criança tenho sido sequestrada. A mãe, de 17 anos, foi ouvida e caso é investigado pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente. Ministério da Justiça emitiu alerta nacional sobre o desaparecimento.

G1 / Loraine França, Osvaldo Nóbrega


Ayla Emanuelly desapareceu em Campo Grande. — Foto: Redes sociais

A Polícia Civil deflagrou uma operação, neste sábado (8), para localizar a bebê Ayla Emanuelly, de 28 dias, que desapareceu em Campo Grande. Um homem suspeito de envolvimento no caso foi preso (veja vídeo acima). A polícia suspeita que a criança tenha sido sequestrada e, até a última atualização desta reportagem, o bebê não havia sido localizado.

Conforme a polícia, o suspeito preso teria emprestado a casa para que fosse usada como cativeiro. Em nota enviada ao g1, o assistente de defesa, Dendry Rios, afirmou que o homem garante desconhecer a finalidade do imóvel e qualquer ato que tenha ocorrido no local. Veja a íntegra da nota no fim da reportagem.

A investigação aponta que o desparecimento ocorreu após a mãe da criança, uma adolescente de 17 anos, ser atraída por uma falsa proposta de emprego. Segundo o boletim de ocorrência, a jovem conheceu uma mulher em um grupo de venda de roupas infantis na internet. A suspeita ofereceu R$ 100 para que a adolescente cuidasse de sua filha.

A jovem relatou à polícia que foi até uma residência no bairro Universitário acompanhada da bebê e de sua irmã mais nova. No local, ela foi ameaçada e obrigada a entregar a recém-nascida. A mãe afirmou que, além da mulher que ficou com a bebê, cerca de dez homens estavam no imóvel.

Alerta nacional acionado

O desaparecimento fez a Polícia Civil acionar um sistema de alerta nacional, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, para auxiliar na localização de crianças raptadas e sequestradas. O mecanismo divulgou as características físicas da bebê, que tem cabelos castanhos escuros e curtos.

De acordo com o alerta, a bebê foi vista pela última vez na quinta-feira, na Rua Francisco Aguiar Pimenta, no bairro Jardim Monumento, na região sul da capital.

A delegada titular da DEPCA, Anne Karine Trevizan, coordena as buscas, mas evitou dar declarações para não atrapalhar o andamento das investigações. Equipes policiais estiveram na casa da família da vítima, e parentes da jovem também foram ouvidos. A polícia trata o caso inicialmente como cárcere privado e sequestro, mas apura todas as circunstâncias do sumiço sem descartar outras hipóteses.

A ação foi realizada no início da manhã pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), com apoio da Delegacia de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras).

Veja a nota da defesa na íntegra

"Estamos tomando conhecimento dos fatos e analisando os autos. É muito cedo para manifestos concretos, até porque ele assegura não saber a finalidade da atividade de qualquer ato que aconteceu. Imaginem o seguinte: se você soubesse que tal ato ilícito seria praticado, você concordaria? Claro que não, pelo amor de Deus, ele é trabalhador, tem família, amanhã é dia dos pais, enfim. Atribuir toda essa interpretação a ele seria praticamente desumano e injusto, ainda mais um rapaz trabalhador, familiar e uma pessoa comum. Mas, tudo isso será discutido e apresentado no decorrer dos fatos e a sociedade entenderá que é importante não julgar agora de maneira popular para não se arrepender depois. Dendry Rios, assistente de defesa"